HOMEPAGEMISS DIVA: VESTIDA PARA CRITICARCRÓNICAS CINÉFILAS
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Darlings,

Não imaginam o quão feliz fiquei quando o nosso amigo Jorge me convidou para regressar a estes lides cinematográficas.

Para quem ainda se lembra de mim, sou uma “lady” que adora cinema, todos os géneros, mas não tenho muita paciência para filmes chatos, muitas vezes apelidados de qualidade. O meu intelecto cor-de-rosa tem as suas limitações e uma “lady” tem que se cuidar, certo? Para mim o cinema não é uma coisa séria.

Adoro sentir coisas no cinema (não sejam mal intencionados) e emociono-me facilmente. De mim podem esperar sempre a opinião sincera sobre os filmes e confesso que tenho um fetiche – adoro filmes com rapazes giros.

Espero que gostem das minhas críticas e se me virem na rua digam qualquer coisa, estou sempre aberta a outras opiniões.

Os filmes são classificados entre 1 (péssimo) a 5 (excelente) tomates. Portanto, quantos mais tomates melhores.

contacta-me: jorge@jorgeplace.com

Última actualização: 29 de Junho de 2010


Darlings, este Junho foi um mês de seca cinematográfica. Das 21 estreias só vi 2, o que para mim é um recorde. Claro que podem dizer que sou muito esquisita (o que até é verdade), mas a verdade é que os títulos não me interessaram muito.

Não tive com paciência para levar com mais de duas horas de SEXO E A CIDADE 2; o primeiro já era tão mau, que a ideia de ver as personagens da amada série televisiva noutro desastre deixou-me deprimida. Por falar em depressão, títulos como NADA PESSOAL, 24 CITY, SHIRIN e SEM NOME também me pareceram capazes de provocar esse terrível sentimento, o que aliado a ritmos lentos, me levou a evitá-los (e até acredito que podem ser bons filmes, mas não estou para aí virada). Ouvi boas coisas do ATRAÍDOS PELO CRIME, mas não estou com paciência para esse tipo de policiais.

Para curar a depressão nada melhor que umas comédias, mas MARMADUKE, PLANO B...EBÉ (ok, o gajo até é giro), ELA É DEMAIS PARA MIM e EM ROMA (outro gajo giro) não me fizeram rir nos trailers e nem achei graça ao seu humor. Assim, virei-lhes as costas e fiquei em casa a brincar com os meus gatinhos. Ainda pensei ir ver as novas aventuras da NANNY McPHEE, mas em versão dobrada não muito obrigado.

E então o que é que eu fui ver? Um foi A MULHER DO VIAJANTE DO TEMPO (The Time Traveler's Wife), onde o bonzão do Eric Bana e uma das minhas novas actrizes preferidas, Rachel McAdams, se apaixnonam, mesmo apesar de ele passar a vida a desaparecer (por qualquer razão desconhecida o rapaz viaja no tempo sem querer). O filme é muito melado e arrasta-se um bocado, mas não é desinteressante. Classificação:

O outro foi melhor. Chama-se FLOR DO DESERTO (Desert Flower) e conta-nos a história da famosa modelo Waris Dirie e da sua infância desgraçada. O assunto principal é a mutilação genital feminina que é praticada em muitos países por este mundo fora (como é possível alguém fazê-lo?). Felizmente o assunto é tratado com sensibilidade e a primeira cena em que ele é discutido é a melhor sequência do filme (as lágrimas vieram-me aos olhos). Infelizmente o filme é um bocado longo demais, mas a beleza de Liya Kebede como Waris e o talento de Sally Hawkins, como a sua amiga, depressa nos conquista e é daqueles filmes que não deixa ninguém indiferente. Classificação:

Já me esquecia, no final do mês estreia o último capítulo da saga TWILIGHT, o que quer dizer que as teenagers de hormonas aos saltos vão encher as salas de cinema do país (do mundo). Não vi os outros dois e não quero ver este, se bem que o facto de David Slade (HARD CANDY, 30 DAYS OF NIGHT, dois filmes dos quais gostei muitoi) o realizar me deixar curiosa.

E prontus, para o mês que vem há mais (ou menos). Entretanto vou a banhos para King’s Stones, lá para os lados de Tavira; se me virem digam-me qualquer coisa. Beijinhos e bons filmes.

 


O SEGREDO DOS SEUS OLHOS (Il Secreto de Sus Ojos) de Juan José Campanella

Como todos sabem, é muito raro estrearem por cá filmes argentinos, mas como este ganhou o Óscar para melhor filme estrangeiro, lá conseguiu chegar aos nossos cinemas. E ainda bem.

Um crime violento leva a uma investigação difícil, cujo resultados imprevistos continuam, anos mais tarde, a assombrar a vida dos que a viveram. Mas o que liga tudo isto é uma bonita história de amor, feita de olhares que revelam muito mais do que as atitudes e gestos dos seus personagens. É também pelo olhar que é revelada a identidade do assassino. No fundo, tal como o título diz, o segredo está nos olhos dos protagonistas.

O filme tem excelentes interpretações de Ricardo Darin (com o seu olhar profundo que me põe louca) e Soledad Villamil, mas Guillermo Francella, como o amigo alcoólico de Darin, rouba toda as cenas em que aparece.

Este drama com trama policial não é uma obra-prima, mas as suas personagens cativantes, a invulgar história de amor e a surpresa final fazem dele uma boa e interessante aposta.

Classificação:

 

VENCER (Vincere) de Marco Bellocchio

Já todos devem saber que eu e a politica não nos damos nada bem. Não tenho paciência nenhuma para esses assuntos. Por isso, a razão de ir ver este filme nada teve a ver com a história da subida de Mussolini ao poder, mas sim com a história da mulher que ele “destruiu”.

Marco Bellocchio utilizou imagens de arquivo para ilustrar os acontecimentos políticos da época, poupando assim alguns dinheiritos, mas o que interessa aqui é a história da louca paixão de Ida Dalser por Mussolini e o que ela sofre ao ser renegada por ele e por todos os seus lacaios. Essa paixão cega é interpretada com alma e coração por Giovanna Mezzogiorno, uma actriz lindíssima e de grande talento.

O filme vale sobretudo por essa interpretação, bem como por nos contar um episódio da história pouco conhecido. O problema é que o ritmo é um bocado lento para o meu gosto e o filme só se torna na realidade interessante a partir do momento que Mussolini sai de cena. Aconselhável para quem gosta de melodramas históricos.

Classificação:

 

ALMA PERDIDA (Cold Souls) de Sophie Barthes

É uma pena, mas ultimamente o cinema americano divide-se praticamente em três tipos distintos de filmes: festivais de acção/efeitos especiais, comédias estúpidas e filmes independentes a atirar para o chato. Este ALMA PERDIDA faz parte do último.

A premissa promete. Um actor farto de “carregar” com a sua alma pesada, decide ver-se livre da mesma por umas semanas e substitui-la por uma de uma poetisa russa. Mas entretanto a sua alma é vendida no mercado negro e vai parar à Rússia.

Isto soa a absurdo, mas podia ter resultado numa comédia divertida. Infelizmente o humor não funciona (se calhar é demasiado subtil ou inteligente para uma mente como a minha) e o lado dramático da coisa também não convence. É como que se a realizadora não se conseguisse decidir entre fazer uma comédia ou um drama. O pior é que tudo isto é muito chato e o filme arrasta-se sem alma... Bem, se calhar é isso o pretendido.

Quanto aos actores, Paul Giamatti faz de si próprio e, se é verdade que ele é um bom actor, também é verdade que faz quase sempre o mesmo papel. A seu lado Emily Watson limita-se a ser corpo presente, cabendo a Dina Korzun a personagem mais interessante e a melhor interpretação do filme.

Classificação:

 

EU SOU O AMOR (Io Sono l’Amore) de Luca Guadagnino

Tilda Swinton está simplesmente esplendorosa nesta melodrama. A sua descoberta do amor e de novas sensações ao provar um prato de comida é uma cena digna de antologia, não é de admirar que ela se apaixone pelo cozinheiro (o facto de este ser um sexy e carnal Edoardo Gabbriellini também ajuda).

Quanto à história, Tilda é a matriarca de uma família rica de Milão, com vários filhos (eles todos para o giraço) e com um guarda-roupa elegantíssimo. Um dia prova a comida de um cozinheiro amigo de um dos filhos (há muito homo erotismo entre os dois) e é amor à primeira dentada, com todas as sequências daí provenientes.

Faz muito tempo que não via uma paixão tão física no cinema, mas confesso que não gostei nada das flores e dos insectos selvagens que pontuam a grande cena de sexo. Achei isso um bocado pretensioso e o filme por vezes arrasta-se testando os limites da nossa paciência. A música operática (o filme está filmado como que uma ópera trágica) sobrepõem-se por vezes à acção, o que me irritou um bocadinho.

Seja como for, duvido que este ano alguma actriz esteja à altura de Tilda Swinton.

Classificação:

 

PESADELO EM ELM STREET (A Nightmare on Elm Street) de Samuel Bayer

Mas será que alguém precisava de uma remake deste filme? Pelos vistos alguns produtores de Hollywood precisavam, ou melhor, precisavam do dinheiro que esta remake poderá render.

A história é a mesma. Anos depois de ter sido assinado por um grupo de pais revoltados, Freddy Krueger (ele era um malvado pedófilo) volta para assombrar os sonhos dos filhos desses pais e, como não podia deixar de ser, para os matar enquanto sonham.

O filme não traz nada de novo e nem Jackie Earle Haley, o novo Freddy, dá uma nova dimensão ao personagem. Não há suspense, não há sustos nem surpresas. O elenco é para o mauzinho e o filme é tão “limpinho” que até chateia.

Classificação:

 

MOTHER - UMA FORÇA ÚNICA (Madeo) de Joon-Ho Bong

Lembram-se do divertido SERIAL MOM de John Waters? Agora imaginem isso levado a sério e o resultado podia muito bem ser este filme coreano.

Hye-ja Kim (numa boa e convincente interpretação) é o protótipo da mãe-galinha capaz de fazer tudo pelo seu filho. Neste caso, o rapaz (que sofre de uma deficiência mental) é acusado de assassinar uma jovem e ela vai fazer tudo para provar a inocência do seu querido filho, incluindo trabalho de detective.

A história é interessante e a relação doentia entre mãe e filho está muito bem encenada. O realizador consegue prender-nos com a história e reserva-nos algumas surpresas pelo caminho, algo raro hoje em dia.

Classificação:

 

HUMPDAY – DEU PARA O TORTO (Humpday) de Lynn Shelton

“Darlings”, já alguma vez pensaram em fazer sexo com o vosso melhor amigo do mesmo sexo? É essa a questão que esta comédia levanta. Dois “machos”, Ben e Andrew, decidem numa noite de bebedeira fazer um filme porno com ambos (dois heterossexuais a fazerem sexo gay pela primeira vez) a fim de concorrerem ao Humpfest, um festival de curtas porno/artísticas. Os resultado são imprevisíveis a diversos níveis, deixando-nos sempre a tentar descobrir o que se passará a seguir.

Curiosamente realizado por uma mulher, Lynn Shelton (a Monica do filme), o filme dá-nos um retrato honesto e muito realista sobre as relações entre amigos e entre os casais. O humor é naturalmente divertido, resultando de situações brilhantemente encenadas por Shelton, bem como pelo seu excelente argumento e deliciosos diálogos. Aqui não há lugar para piadas estúpidas, nem situações forçadas. É tudo muito genuíno e faz-nos sentir como se estivéssemos lá em casa com eles.

Claro que para um filme destes resultar, é preciso encontrar actores que entrem no espírito da coisa, sem medos e com muita naturalidade. Felizmente, Mark Duplass como Ben e Joshua Leonard como Andrew partilham uma grande química (quase sexual) e são óptimos. A cena final entre ambos consegue fazer-nos sentir tão embaraçados e incomodados como eles, tal é a honestidade das suas interpretações. Mas quase melhor que eles é Alycia Delmore que, como a esposa de Ben, dá-nos uma notável interpretação.

Em espírito, o filme fez-me lembrar o interessante SHORTBUS e é, sem sombra de dúvida, uma das agradáveis surpresas do ano.

Classificação:

 

9 (9) de Shane Acker

Presentemente, mais do que qualquer outro género, o cinema de animação continua a ser uma fonte de imaginação e originalidade. Desde que vi os ratinhos a fazer o vestido da Cinderella no clássico da Disney que sempre fiquei fascinada pelo género, mas ao contrário desse clássico da Disney, este 9 não é para os mais pequenos.

O facto de Tim Burton ser um dos seus produtores é quase uma promessa que estamos em território negro e é esse o caso. No futuro (ou num passado paralelo, visualmente o filme tem muito de 2ª Guerra Mundial) a raça humana fui destruída pelas máquinas (numa cena a fazer lembrar A GUERRA DOS MUNDOS) e cabe a um pequeno grupo de bonecos de serapilheira salvarem o mundo.

O filme pode ser acusado de roubar muitas ideias, mas visualmente é um festim para os olhos e está repleto de deliciosos pormenores que fazem toda a diferença. O humor não marca grande presença e o filme poderá ser demasiado negro para algumas crianças. Os seus monstros mecânicos são originalmente distorcidos (adorei a “serpente”) e negros, muito negros. O único problema do filme é que os seus heróis de serapilheira, visualmente interessantes, são pouco desenvolvidos em termos de história e personalidade. Mas, felizmente, um talentoso elenco dá-lhes a voz certa (principalmente Christopher Plummer como o mais velho e Elijah Wood como 9).

Recomendado para quem gosta de visões negras, acompanhadas por grande imaginação. A evitar ver junto de pais que não sabem ao que levam os seus filhotes e que falam durante o filme (felizmente a família junto de mim desistiu a meio).

Classificação:

 


HOMEM DE FERRO 2 (Iron Man 2) de Jon Favreau

Diz-se que um homem não é de ferro, mas “darlings” uma Diva também não é e já não tenho paciência para tanta explosão e acção, ou será acção e explosão?

Confesso que gostei do primeiro IRON MAN. Era um bom filme de aventuras, feito com sentido humor e algum suspense. Mas esta sequela é muito, mesmo muito fraca. O suspense foi-se de vez e o humor não me provocou nem um sorriso. Em sua substituição temos mais robots (acho que lhes posso chamar isso) e um festival de efeitos especiais desprovido de qualquer emoção.

Robert Downey Jr (de quem sou grande fã) está de volta, mas está irritante e sem graça. Gwyneth Paltrow é apenas um adereço e a bombástica Scarlet Johansson tem uns momentos de acção que parecem mais CGI do que algo de real. Sam Rockwell é completamente exagerado e patético como um dos maus da fita e nunca é visto como um potencial perigo. Já Mickey Rourke (que aconteceu à cara laroca de NOVE SEMANAS E MEIA?) é convincente como o outro mau da fita e parece ter adorado todos os seus momentos no filme.

A violência aqui nunca é real e, comparado com o excelente KICK-ASS (uma obra-prima se o compararmos com este filme), parece uma brincadeira de crianças onde ninguém morre, nem mesmo no meio de uma cena de pânico cheia de gente.

Mas o pior defeito do filme é ser chato, muito chato. E esse é a pior coisa que pode acontecer a um filme deste género. A evitar, vão mas é ver o KICK-ASS.

Classificação:

 

THE ANSWER MAN – EU E DEUS
(The Answer Man aka Arlen Faber) de John Hindman

Na sua estreia como realizador e argumentista, John Hindman dá-nos um simpático pequeno filme, daqueles que eu já tinha saudades.

Arlen Faber é um famoso e solitário escritor, responsável por um daqueles livros espirituais que fazem as pessoas repensar as suas vidas e sentirem-se mais felizes (para muitos o Kamasutra tem o mesmo efeito). Um dia é obrigado a sair de casa e a recomeçar a conviver com outros humanos, com resultados inesperados para todos os envolvidos.

Em “Sweet Charity” (para quem não sabe do que eu estou falar, é um musical que foi transformado em filme com a Shirley MacLaine) há uma canção chamada “I Love to Cry at Weddings” (“gosto de chorar em casamentos”), pois bem eu gosto de chorar a ver filmes e isso aconteceu com este filme. Se pensam que este é um melodrama piegas, não podiam estar mais enganados; é comovente no bom sentido e faz-nos sentir bem. As personagens são interessantes, tal como as suas histórias e John Hindman filma tudo e todos com humor e carinho.

Que bom é redescobrir Jeff Daniels, um bom actor que tem andado meio desaparecido e que aqui tem papel feito à medida do seu talento. A seu lado Lauren Graham e Lou Taylor Pucci (tive vontade de abraça-lo) dão-lhe o apoio certo. Óptimo para quem está farto de blockbusters ou intelectualices cinematográficas.

Classificação:

 

SOUL KITCHEN de Fatih Akin

Meu Deus! Ia eu a pensar ver um filme sobre o prazer de cozinhar e a transformação de um velho restaurante e deparei-me com isto. Curiosamente, tem a ver com o restaurante, mas não como eu pensava. Aqui todos falam a gritar, a música é gritante, não senti qualquer empatia com os personagens, o humor passou-me ao lado e achei o filme desinteressante.

A história é simples, um jovem tem um restaurante decrépito que pensa abandonar para ir atrás da namorada para Xangai, mas graças a um “chef”, o mesmo torna-se subitamente num local “in”. Um colega de escola quer comprar o espaço e o irmão do jovem é um pequeno ladrão a quem ele entrega a gerência do restaurante com resultados desastrosos. Confusos? Na realidade não é tão confuso como parece, mas é muito barulhento e arrasta-se sem graça.

O elenco parece ter tomado uns speeds e estão todos histéricos. Nem o velho Udo Kier (a quem parece que os anos não passam por cima) se salva e é uma pena, pois a ideia base podia dar um bom filme. Bem, se calhar já estou velha para estas coisas e pouco ou nada tenho a ver com a geração para quem este filme foi feito. Mas falta-lhe o “soul” do título.

Classificação:

 

KICK-ASS – O NOVO SUPER-HERÓI (KIck-Ass) de Matthew Vaughn

Já imaginaram o quão giro podia ser o título português deste filme se os seus distribuidores se limitassem a traduzi-lo para português? Daria qualquer coisa como “Pontapé no Cú” ou “Uma Carga de Porrada”. Este último seria o mais indicado.

Os super-heróis deste filme não têm poderes especiais, mas têm muita graça. O Kick-Ass do título é um jovem apaixonado por “comics” que decide virar super-herói, com resultados inesperados e violentos, muito violentos. Acho que nunca vi um filme do género que fosse tão violento e onde a violência fosse mostrada sem remorsos nem medos; é quase chocante. Isto não é um filme de aventuras para crianças, aqui as cores garridas do sangue são mostradas em toda a sua glória e o humor é negro, muito negro, mesmo como eu gosto.

Aaron Johnson, com os seus bonitos olhos azuis, é convincente como o inocente Kick-Ass e Nicolas Cage parece voltar à boa forma como Big Daddy, mas o melhor é a deliciosa Chloe Moretz. Imaginem que tinham uma sobrinha queriducha, capaz de arrasar um grupo de assassinos profissionais e fazê-lo com requintes de malvadez. Essa criança é a Hit-Girl deste filme e na interpretação de Moretz é o grande sucesso do filme. Qualquer tia se orgulharia de uma sobrinha assim.

Estou certa que este KICK-ASS se vai transformar em filme de culto e merece essa distinção, só temo que por cá passe despercebido.

Classificação:

 

EU AMO-TE PHILLIP MORRIS
(I Love You Phillip Morris) de Glenn Ficarra e John Requa

Se a história rocambolesca e inverosímil que este filme conta não fosse verdadeira, diria que os argumentistas de Hollywood se tinham passado de vez. Como é possível um homem ter conseguido enganar tanta gente? Se calhar estou a ser ingénua, pois há por aí muita gente perita em mentiras, mas isso agora não interessa nada.

Não é muito comum estrearem comédias “gay” cá pelo burgo, mas claro que com Jim Carrey e Ewan McGregor (o doce e “inocente” Phillip Morris do título) no elenco, o filme chegou cá. Mas fica já um aviso às famílias portuguesas, o filme pode ser uma comédia, mas não é envergonhado e os senhores do elenco beijam-se muito (não tanto como aconteceria com um casal “straight”) e há duas cenas um bocadinho explícitas, mas divertidas. Uma delas foi acusada de ser sado-maso, mas meus “darlings”, só se for pela linguagem e umas palmadas sexys.

O grande problema é o Jim Carrey, de quem não sou grande fã. Ele é sempre igual e as suas personagens são sempre caricaturais, o que prejudica o filme. Nunca acreditamos por um momento que ele está a representar um homem real. Já o sonso, mas comestível, McGregor está com ar de quem precisa de protecção e o Rodrigo Santoro está em boa forma física.

Em conclusão, uma comédia cheias de bichices engraçadas (adorei a cena do barco), mas que podia ser muito melhor. Pessoalmente, gostava de ter visto alguém como o Gerard Butler ou o Daniel Craig no papel do Jim Carrey. Sonha mulher!

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CONFRONTO DE TITÃS (Clash of the Titans) de Louis Leterrier

Era uma jovem quando vi a versão original deste filme no velho cinema Tivoli. Lembro-me que os efeitos eram fraquinhos, mas gostei dos monstros.

Uns anitos (não os contei) depois chega-nos uma nova versão e em 3D. A história é a mesma, o jovem Perseus tem que defrontar uma série de monstros a fim de salvar uma princesa (que infelizmente não sou eu) e a cidade onde esta vive. Os monstros estão mais bem feitos, mas o 3D é muito mau e tira luminosidade ao filme, mesmo assim tem um bom sentido de aventura e, para quem adore fantasias, é uma boa aposta.

No elenco encontramos o giraço do Sam Worthington que anda sempre com as suas boas pernas à mostra; é uma pena que a sua saia nunca se levante o suficiente para vermos como é que é um semi-deus por baixo. Liam Nieeson e Ralph Fiennes são dois dos deuses e interpretam-nos quase como se tivessem a fazer Shakespeare. As meninas são giras e boas, mas o que é que isso interessa? Está lá o Sam e os rapazes engraçados que o acompanham nas suas aventuras, não admira que as bruxas os quisessem comer.

Classificação:

 

THIRST – ESTE É O MEU SANGUE (Bakjwi) de Chan-Wook Park

Os vampiros estão definitivamente na moda e da Coreia do Sul (que fica lá para os lados do oriente) chega-nos um novo título.

A ideia é engraçada, um padre é transformado em vampiro (como, não vos digo) e, para além de um apetite por sangue, também fica com apetite para sexo. Entretanto apaixona-se por uma frustrada e sonsa jovem.

"My darlings", o filme é um bocado para o lento e é muito comprido, mas tem algumas coisas boas. As cenas de sexo são intensas e violentas (óptimas para quem gosta de sexo à bruta), bem como as sequências sangrentas. Todas tem uma qualidade muito orgânica e animalesca que confesso me agradou (devo ser uma louca). O realizador também não descurou o humor, que por vezes é um bocado patético, mas engraçado.

Decididamente este filme de vampiros não é para os fãs do TWILIGHT, mas sim para estômagos mais fortes, que gostem de ver o sangue a jorrar.

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UMA NOITE ATRIBULADA (Date Night) de Shawn Levy

A Tina Fey e o Steve Carell foram os dois passear. O Steve aproveitou uma reserva de restaurante que não era deles e tiveram uma noite do caraças. Moral da história, nunca se deve ficar com a reserva de outra pessoas, pois podemos ser castigados por o fazer.

Se acham graça à Fey e ao Carell vão gostar desta comédia. Eles têm os seus momentos e têm uma química que lhes fica bem, se bem que gostava de os ter visto mais soltos. No entanto não sei quem é que achou que a cena da dança erótica podia ter graça; não tem e é quase embaraçoso para os dois actores.

Na lista de artistas convidados temos o Mark Wahlberg (mais conhecido por ser o rapaz das cuecas do amigo Calvin) que aparece sempre sem camisa, fazendo-nos babar pelo seu lindo tronco (tenho que ter cuidado com a minha tensão) e com um eficaz sorriso maroto. Mas o melhor é a cena entre o James Franco (outro rapaz que eu acho muito sexy) e a Mila Kunis.

Divertido quando basta e uma noite bem passada, mais que não seja por causa do Mark...

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